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  • Revista Traços

A Jornada de Zerdax


de Michel F.M.


Guardião honorável dos astros,

Em honra as batalhas forjado,

Fundado em plena rebeldia,

Arte-ciência, imortalizado.


Perímetro único no cosmo,

Em que o mais fraco,

Poderoso se torna

Ao final do trajeto.


Lugarejo aclamado,

De confronto, conflito,

Confraternização.


Sessenta e quatro espaços

De um território infinito.


Trinta e dois combatentes,

Dezesseis cada lado,

Formando pelotões.


Cavalaria desfila

Em tom imponente,

Jamais vacilante

Na marcha insistente.


Do topo das torres

Avança o tempo,

Insinua ao longínquo,


Selvagem, sagrado.

Movimento fluindo,

Brinda rosa dos ventos.


Trucidando estereótipos,

Tradições,

Preconceitos.


Dama, silenciosa,

A mais poderosa

Dentre todos presentes.


Condensadas, expressivas,

Em dimensões estreitas,

Sutis, agressivas.


Configura-se esguia

A escaramuça perfeita.

Sacrifícios extremos

Permeiam e inspiram

Derrotas, vitórias, empates.


Aqui, a Revolução triunfa,

Peão avança para a casa do Rei,

A vida perpetua seu Xeque-mate.

A vida, perpetua-se em Xeque-mate.

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